Durante a 33ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Ouro Preto, da última terça-feira 04/06, estiveram presentes os vereadores, o secretário de segurança e trânsito Tenente Moisés e Guilherme Schulz, representante de Relações Institucionais da Rota Real. A discussão sobre o transporte público coletivo surgiu a partir do requerimento nº98/2024, de autoria dos vereadores Wanderley Kuruzu (PT) e Naercio Ferreira (PSD).
O contrato entre o município e a empresa privada Rota Real se iniciou em 2018, em que era prevista uma tarifa no valor de R$3,35 na sede, e valores individuais para cada distrito. A manutenção do valor das tarifas se baseia em índice inflacionários, sendo atualizada ano a ano. Esse reajuste não foi feito entre 2020 e 2022. Quando a tarifa foi reajustada, o município passou a subsidiar o valor do reajuste, que hoje seria R$2,57, ou seja, a tarifa cobrada dos ouropretanos seria R$4,92.
Os vereadores pontuaram grandes insatisfações com a empresa principalmente em relação aos horários e às rotas realizadas. Kuruzu questiona a empresa sobre o cumprimento do contrato, ao que Guilherme responde ser algo ocasionado pelo trânsito da cidade, que dificulta que os ônibus sempre cheguem nos horários corretos. Naercio pontua a necessidade de um equilíbrio entre a oferta da empresa e a demanda do município.
O vereador Júlio Gori (PSDB) comenta sobre o Tarifa Zero, e acredita ser inviável com as condições atuais de trânsito, mas sugere a tarifa única tanto para a sede quanto para os distritos e que o município subsidie para a tarifa ser R$2,00 para os usuários do transporte coletivo.
Para continuar a discussão sobre o problema e caminhar para uma solução, Zé do Pinga (PV), presidente da Câmara, convoca uma comissão de fiscalização do contrato e realização de estudo para revisão do transporte público de Ouro Preto. Os integrantes da comissão são: Lilian França (PDT), Vantuir (AVANTE), Wanderley Kuruzu, Naercio Ferreira e Julio Gori.
Por Marcella Torres