Durante a 20ª Reunião Ordinária da Câmara de Mariana, que aconteceu na última segunda-feira (17/06), os vereadores discutiram o Requerimento nº54/2024, de autoria de Ricardo Miranda Thomaz (Republicanos). Este documento questiona à Secretaria de Saúde a despeito de uma servidora efetivada médica veterinária que já foi denunciada pela população.
O Requerimento questiona quais foram os responsáveis por colocar a servidora pública para trabalhar no canil do Centro de Atendimento aos Animais (CAA) do município e também como a funcionária foi efetivada mesmo diante de tantas denúncias. Sobre isso, o vereador Ricardo afirma: “A gente veio através de ofício tentando conversar agora com o secretário Germano (secretário de Planejamento, Suprimento e Transparência) solicitando requerimentos, ofícios, buscando as respostas, e nos traz uma resposta tão vazia, tão vaga de como essa pessoa foi efetivada com tantas reclamações e inclusive existe uma demora na questão de respostas por parte da secretaria de saúde. (…) Parece que a servidora que não traz nenhum resultado pro município ela acaba sendo promovida. É a contramão da gestão.”
Complementando a pauta, o vereador Juliano Duarte (Cidadania) contesta a avaliação do serviço dos concursados: “É um caso típico, um caso clássico, que comprova que a avaliação de desempenho dos servidores que passaram no concurso, infelizmente é um ctrl C um ctrl V. Não é feita de fato a avaliação da atividade do profissional durante o período probatório. Porque se realmente tivessem feito e analisado os elementos, os documentos, essa servidora não teria condição nenhuma de assumir um cargo público como efetiva do município de Mariana.”
Em busca de solucionar a questão, o vereador Zezinho Salete (MDB), presidente da comissão de Saúde, encaminhará a pauta ao secretário de saúde. Além disso, o vereador Ronaldo Bento (PSB) sugeriu a presença do secretário de saúde, Leandro Guilherme Silva Ferreira, da servidora pública em questão e de representantes do CAA na reunião da comissão na próxima segunda-feira.
Por Marcella Torres